(Tenho um blog só sobre o processo de mestrado, mas isso fala muito mais de mim, isso sim).
Muita parte do mestrado acontece nas relações e negociações com seu Programa, com seu Núcleo (ou Laboratório, ou Grupo, ou qualquer nome que seja), e, é claro, com seu orientador.
Pra resumir a história que ainda vou começar, e por que mais eu não saberia explicar, dei um chá de sumiço na minha orientadora, no laboratório e no Programa. Sumiço de verdade. E como volta?
Prolonguei o sumiço muito tempo, simplesmente por não saber como voltar. O que era pra ser um tempo relativo, virou uma tempo enorme. Mas uma hora chega-se ao limite.
E lá vou eu, rumo à UnB cantarolando "Muito Obrigado Axé", que a Bethânia canta com a Ivete. Precisamente porque é uma música que fala de força, de proteção e de paz. Era tudo o que eu precisava e essa música sempre me dá. Cantarolava uma parte que nos ensina: "Joga as armas pra lá". Eu muitas vezes tinha pensado em desculpas mil, estratégias argumentativas, formas de mostrar que não tinha sido pura e simples vagabundagem estava ali naquele momento xis que saberia seria o definitivo de volta querendo me desarmar.
Ai justamente o que eu não sei. Não sei se no momento crucial senti que a cara limpa, a sinceridade mais modesta era o melhor caminho ou ao contrário, foi só quando pude encontrar minha orientadora sem máscaras, sem subterfúgios, somente EU, somente minha verdade que eu pude voltar.
A favor da verdade, acho que sempre foi assim. Sempre fico elaborando mil coisas, sempre fico pensando como será tal momento, a melhor forma, mas sempre chego lá e a verdade se manifesta na sua forma mais simples e terna. Com humanidade. "E a verdade vos libertará".
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p.s.: É claro que ai entra o fato de minha orientadora ter me acolhido super bem, ser uma ótima pessoa comigo, compreensiva e toda nossa relação anterior, que agora precisa ser reconstruída.
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sábado, 24 de julho de 2010
domingo, 26 de julho de 2009
enep
aliás, vou falar um pouco mais do enep. depois eu edito e apago um bocado.
Mas alguns momentos são memoráveis. O que dizer de uma viagem que até terapeuta de casal eu banquei??? Aliás, terapeuta não, Regina Volpato nos Casos de Família! haha "Aaaai, coleeeeega.". E, brincadeiras a parte, momentos despretensiosos como cantar legião depois de anos tocam em algum lugar que você também não tocava há anos...
Sair sozinho pela noite já é clichê, mas sempre uma novidade (contraditório mesmo!). E a surpresa foi encontrar pessoas inesperadas. Espírito Santo que me aguarde.
Não deu pra divulgar tanto o "Aquecimento da Mc Jenny", mas quem ouviu não vai esquecer nunca! Especialmente a galera de Palmas! Aliás, o que é a galera de Palmas??? Tá de parabéééns! "Atóóro o perigon de Palmas". Rosa Mara diria isso. E Miracema??? Lá em Miracema que é bão! O palha é ter que acordar as 4 da madruga pra ir pra UFTO (a federal do tocantins, galera... e lê-se úfito).
E os banhos no perrengue?? Naaada, compensava ver a cara do povo na hora de sair da cabine procurando saber da onde aquelas duas pessoas haviam saído...
Aliás, que eu e Ivi nunca moremos juntos, senão a casa vai virar um perdigueiro. O que compensava é que as inquilinas que moravam nos fundos eram até arrumadinhas. Lá em Palmas era assim não! Na Escola de Machos Alfa do Brasil não tinha aulas pra cuidar da barraca! Mas que os dois primeiros membros dessa escola representaram bem a classe, isso ninguém pode negar!
Horas na barraca, a barraca do alto da escada, a do pedágio que acabou que não rolou. Mas muita bebida, conversa e risada saiu dali. Conversas. Horas e horas de conversa. Tá certo que a maior parte do tempo era eu berrando alguma besteira ou falando sozinho (acho palha, galera!), mas minha voz ausente é prova de horas e horas de conversas. Conversas bestas, histórias que vão ficar pra sempre (como o signo das tartarugas e o perfume de jazzmim), idéias bem trocadas, fofocas (aliás, esse foi o CA mais venenoso que já rolou! Que digam os e-mails privados pré-ENEP).
O final é sempre uma barra. Como eu disse, não sei lidar com términos, mas, alguns bem sabem, elaboro rápido meus lutos. Muito foda ter que se despedir dos lugares, das pessoas, dos atos, das lembranças... Ver todo mundo indo embora, vendo vazios onde antes estava ocupado (literal e figurativamente). As despedidas, falar tchau, fazer declarações, sentir que aquilo lá acabou.
Mas ao final, luto elaborado, coração quente e cabeça em vários lugares do Brasil, o que fica é essa sensação de que o mundo é isso, e realmente cada despedida é um encontro, e desse encontro, além de uns 4 esqueiros, umas 6 caixas de cigarro, uns 100 chopps a um real (e isso numa tarde só), uns tantos litros e cerveja e muita muita lombra, fica um saldo de sentir-se um pouco mais humano, um pouco mais construído em minha existência.
Mas alguns momentos são memoráveis. O que dizer de uma viagem que até terapeuta de casal eu banquei??? Aliás, terapeuta não, Regina Volpato nos Casos de Família! haha "Aaaai, coleeeeega.". E, brincadeiras a parte, momentos despretensiosos como cantar legião depois de anos tocam em algum lugar que você também não tocava há anos...
Sair sozinho pela noite já é clichê, mas sempre uma novidade (contraditório mesmo!). E a surpresa foi encontrar pessoas inesperadas. Espírito Santo que me aguarde.
Não deu pra divulgar tanto o "Aquecimento da Mc Jenny", mas quem ouviu não vai esquecer nunca! Especialmente a galera de Palmas! Aliás, o que é a galera de Palmas??? Tá de parabéééns! "Atóóro o perigon de Palmas". Rosa Mara diria isso. E Miracema??? Lá em Miracema que é bão! O palha é ter que acordar as 4 da madruga pra ir pra UFTO (a federal do tocantins, galera... e lê-se úfito).
E os banhos no perrengue?? Naaada, compensava ver a cara do povo na hora de sair da cabine procurando saber da onde aquelas duas pessoas haviam saído...
Aliás, que eu e Ivi nunca moremos juntos, senão a casa vai virar um perdigueiro. O que compensava é que as inquilinas que moravam nos fundos eram até arrumadinhas. Lá em Palmas era assim não! Na Escola de Machos Alfa do Brasil não tinha aulas pra cuidar da barraca! Mas que os dois primeiros membros dessa escola representaram bem a classe, isso ninguém pode negar!
Horas na barraca, a barraca do alto da escada, a do pedágio que acabou que não rolou. Mas muita bebida, conversa e risada saiu dali. Conversas. Horas e horas de conversa. Tá certo que a maior parte do tempo era eu berrando alguma besteira ou falando sozinho (acho palha, galera!), mas minha voz ausente é prova de horas e horas de conversas. Conversas bestas, histórias que vão ficar pra sempre (como o signo das tartarugas e o perfume de jazzmim), idéias bem trocadas, fofocas (aliás, esse foi o CA mais venenoso que já rolou! Que digam os e-mails privados pré-ENEP).
O final é sempre uma barra. Como eu disse, não sei lidar com términos, mas, alguns bem sabem, elaboro rápido meus lutos. Muito foda ter que se despedir dos lugares, das pessoas, dos atos, das lembranças... Ver todo mundo indo embora, vendo vazios onde antes estava ocupado (literal e figurativamente). As despedidas, falar tchau, fazer declarações, sentir que aquilo lá acabou.
Mas ao final, luto elaborado, coração quente e cabeça em vários lugares do Brasil, o que fica é essa sensação de que o mundo é isso, e realmente cada despedida é um encontro, e desse encontro, além de uns 4 esqueiros, umas 6 caixas de cigarro, uns 100 chopps a um real (e isso numa tarde só), uns tantos litros e cerveja e muita muita lombra, fica um saldo de sentir-se um pouco mais humano, um pouco mais construído em minha existência.
encontro
Como eu sempre disse, "eu sou todas as pessoas que me fizeram assim".
O Encontro dessa semana me fez pensar sobre meus amigos. Aliás, primeiro de tudo em como é bom conhecer gente nova, como qualquer pessoa em qualquer situação pode trazer uma grande colaboração pras nossas vidas. Em como poucos dias podem ser inesquecíveis e mais que suficientes para criar grandes estimas. Dai eu pensei nos meus grandes amigos (os melhores amigos do mundo, com certeza). Nos amigos distantes que não vejo há mais de ano mas que são essenciais. Nos amigos de perto, mas que pela rotina, pelas obrigações ou mesmo as vezes porque esquecemos em como isto é importante, deixamos de manter contato tão freqüente, deixamos que muitas vezes estejamos ausentes. Nos amigos de farra, nos amigos de aula... E nas milhares de pessoas que passam em nossas vidas nem que seja por um ou dois minutos mas que trazem contribuições inestimáveis. Como diria Vinícius de Moraes "eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."
Porque a vida é relação, a vida é troca, construção e sempre, sempre, sempre... AFETO!
O Encontro dessa semana me fez pensar sobre meus amigos. Aliás, primeiro de tudo em como é bom conhecer gente nova, como qualquer pessoa em qualquer situação pode trazer uma grande colaboração pras nossas vidas. Em como poucos dias podem ser inesquecíveis e mais que suficientes para criar grandes estimas. Dai eu pensei nos meus grandes amigos (os melhores amigos do mundo, com certeza). Nos amigos distantes que não vejo há mais de ano mas que são essenciais. Nos amigos de perto, mas que pela rotina, pelas obrigações ou mesmo as vezes porque esquecemos em como isto é importante, deixamos de manter contato tão freqüente, deixamos que muitas vezes estejamos ausentes. Nos amigos de farra, nos amigos de aula... E nas milhares de pessoas que passam em nossas vidas nem que seja por um ou dois minutos mas que trazem contribuições inestimáveis. Como diria Vinícius de Moraes "eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."
Porque a vida é relação, a vida é troca, construção e sempre, sempre, sempre... AFETO!
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